Metodologia

Problema Social

Garantir o desenvolvimento adequado das crianças e dos jovens​ é da responsabilidade do Estado e da sociedade, segundo a Constituição da República Portuguesa. É o próprio Estado Português que reconhece no Relatório CASA 2017, a ineficácia/insuficiencia das respostas tradicionais existentes que efectivamente promovam a retoma de processos de desenvolvimento saudável, quer a nível físico como mental e emocional para crianças e jovens em risco ou perigo.

Crianças sinalizadas
por risco ou perigo1
Crianças e jovens institucionalizados2
Crianças e jovens
detidos3

Programas de intervenção

Assim, a necessidade de intervenção junto desta população é uma necessidade crescente que não se verifica na medida necessária. Programas de intervenção para crianças e jovens em acolhimento residencial podem contribuir para a redução e prevenção dos problemas recorrentes desta população e para o desenvolvimento de adultos saudáveis e bem integrados na sociedade.

Problema

Milhares de crianças e jovens em Portugal sujeitas a situações adversas e traumáticas com fraco acesso a soluções integradas que providenciem o devido suporte emocional.

Eventos Traumatizantes

Falta de Apoio Emocional

Desafio psicológico e custo social

Problemas de comportamento e desintegração social

Impacto:

Depressão e frustração
Dependência Delinquência
Ciclos de violência e negligência
Custo Social

Solução

Promover a criação de referências positivas entre jovens e técnicos de saúde metal/surf, a fim de promover capacidades reguladoras e contribuir para o desenvolvimento saudável.

Actividade estimulante desafiante

Técnicos formados e/ou especializados

Ciração de vínculos significativos

Integração social e quebra de ciclos violência e trauma

Impacto:

Desenvolvimento positivo da identidade
Adoção de padrões de comportamento saudável
Resiliência e quebra dos ciclos de violência/trauma Sustentabilidade emocional
Autonomia

Mar~

O Modelo de Acção Reflexão, assenta em 3 eixos que se complementam mutuamente:

Equipa Multidisciplinar em Acção-Reflexão

O modelo fundamenta-se na ideia circular de que é necessário pensar o que se vai fazer, procurar fazer o que se planeou, e finalmente pensar e reflectir sobre o que foi feito. Assim, existem momentos de 1h reflexão e planeamento prévios às sessões (Reunião Prévia), momentos de reflexão após a sessão (Reunião de Balanço) de 1:30h, e uma Reunião Semanal de discussão de caso de 3h. O tempo das sessões é de 2:30h. Procuramos equilibrar o tempo de intervenção com o tempo de reflexão, e acreditamos que esta é uma das chaves que nos permite apostar na continuidade da nossa resposta.

Princípios fundamentais de um setting terapêutico em meio natural

A migração dos princípios fundamentais de um setting terapêutico para meio natural: consistência, a continuidade, a previsibilidade e a intencionalidade, reflectidas na constância do grupo e da equipa técnica ao longo de uma mesma intervenção, o balizamento previsível dos dias e horas das sessões que se repetem ciclicamente, a sequência previsível de acções numa sessão, e o afinado trabalho terapêutico de escuta e receptividade. Esta estrutura permite criar um ambiente de pertença, confiança e segurança para os jovens.

O Mar e o Surf como mediadores terapêuticos

O Mar e o Surf aliam-se para proporcionar uma multiplicidade de experiências, desafiantes e reparadoras, ao longo das nossas sessões; De facto, têm-se multiplicado as investigações recentes acerca dos benefícios do contacto com o mar para o ser humano, confirmando aquilo que testemunhamos desde 2017, ao nível da regulação física, emocional, relaxamento e estimulação sensório- motora. O mar é um poderoso aliado, facilitando a criação de vínculos de referência positivos, que é um dos eixos sobre o qual os jovens se transformam, e o Surf, como actividade de risco controlado, permite retirar os jovens da sua zona de conforto, trazendo ao de cima as emoções que irão ser trabalhadas ao longo de cada intervenção.

Assente nesta resposta de campo, baseia-se a relação com a instituição acolhimento e/ou encarregado de educação: articulação em proximidade e reunião bi-anual.

Esta relação é absolutamente fundamental para a implementação do trabalho terapêutico que procuramos realizar junto dos jovens. Encaramo-nos, simbolicamente, como uma extensão do trabalho que, todos os dias, estas equipas educativas e/ou encarregados de educação levam a cabo, permitindo fazer um trabalho em rede onde acreditamos estar também um dos nossos principais elementos diferenciadores.

Os nossos princípios

Investigação e Publicações

Estudo de Efectividade  do Programa Wave by Wave, 2020

Relatório do estudo piloto, 2017

Referências

1. Fonte: Relatório de Avaliação de Atividade – 2016 Comissões de Proteção de Crianças e Jovens

2. Fonte: CASA 2017 – Relatório de Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens: Instituto da Segurança Social, I.P

3. DGRSP – Relatório Estatístico Anual 2016: Assessoria Técnica à Tomada de Decisão Judicial Apoio à Execução de Pebas e Medidas na Comunidade Áreas Penal e Tutelar Educativa

Os nossos
surf therapists